O Reitor apreciava suas filhas mais novas dopadas e deitadas na cama de um pequeno quartinho de empregados que ficava nos fundos de sua enorme casa.
- Em breve, Camila estará morta. - pronunciou Otávio.
O Reitor saíra e trancara a porta de madeira. Minutos depois ele já estava dormindo em sua luxuosa cama. Aproveitando-se de que a porta estava aberta, Camila entrara silenciosamente. Ao subir a grandiosa escada de vinte e cinco degraus, notou que o seu ex-marido estava dormindo ao ver pela porta do seu quarto. Camila também reparou em uma chave muito antiga ao lado do Reitor na Cama.
Só pode ser do quarto das empregadas.
A moça com o maior cuidado do mundo aproximara-se e pegara rapidamente a chave. Um minuto depois já estava abrindo o quarto das empregadas. As filhas diretamente correram para o seu braço.
- Filhas corram, saiam logo daqui.
- Você não vai mãe? - indagara sua filha do meio.
- Filhas eu não posso sair agora. Mas eu só quero que vocês saibam que... A mamãe ama muito vocês, e digam isto para sua irmã também. Eu estarei sempre com vocês, onde quer que vocês estejam.
- Eu te amo mamãe! - disse sua filha mais nova.
As três se abraçam. As duas meninas partem em disparada. Camila levanta-se, chorando controladamente. O Reitor aparecera pela porta, com uma faca pontuda na mão.
- Chegou sua hora minha cara. - disse o Reitor. - Preparada para morrer?
- Me mate, mas deixe minhas filhas em paz.
Otávio sem a menor piedade cravara a faca no peito de Camila. A mulher cambaleava pela casa, e ao chegar à ponta da escadaria... O Reitor lhe empurrou.
- Agora o grande final. Queimar o corpo.
Camila estava morta no chão da entrada da casa.
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